• ALE GOMES

A NOVA ERA DA MODA

Atualizado: 1 de Ago de 2020


Por Tay Borges

É certo que a pandemia nos está fazendo refletir sobre que caminho a moda deve seguir a partir de agora. Mas esta é uma discussão antiga e sempre ficou no território de previsão de futuras possibilidades, sem nunca efetivamente fazer muito diferente, se tornar uma ação. E agora com a covid, processos antigos e lentos ganham velocidade e uma necessidade iminente de se transformar.Mas como?

Um dos grandes problemas da indústria da moda é a produção exagerada e o grande estímulo de consumo com novidades nas araras em tempo cada vez mais recorde. E mudar a forma como a roda gira pode parecer para muitas marcas impossível. Como oferecer produtos atemporais e sem estarem atreladas a temporadas e sobreviver?

Um case de sucesso para mostrar que é sim possível, é a dinamarquesa Carcel. Veronica D’ Souza, empresária com vasta experiência em projetos sociais, decidiu desafiar a forma como marcas de moda funcionam atualmente. E deu certo.

Além de continuar prezando o pilar social, com suas fábricas instaladas em prisões femininas no Peru e na Thailândia, fornecendo renda e dignidade às mulheres encarceradas, as peças produzidas pela marca são atemporais, com extrema qualidade e não possui coleções. Por isso mesmo não entra nunca em sale, nem mesmo em grandes lojas de departamento.

A solução encontrada pela Carcel para que seus parceiros não liquidassem as peças remanescentes foi receber de volta os produtos não comercializados e colocar de volta à venda em seu e-commerce. “Esse foi um ponto que eu não tinha pensado antes... mas precisamos ter responsabilidade sobre as nossas escolhas”, comentou Veronica sobre o impacto desta decisão. É uma logística muitas vezes complexa mas funciona quando não se tem a obrigação de terminar o estoque por que outra coleção será lançada. Isso permite o tempo de vida de venda da peça não terminar nunca, até que seja efetivamente vendida. Nada é perdido.

Além disso, não é necessário pensar meses antes no que será vendido. A dinâmica fica muito mais simples. Produtos que vendem bem continuam na produção e os que não tem tanta saída, saem de circulação. “Nós vendemos o que produzimos o produzimos o que vendemos”, diz Veronica.

Abrir mão de coleções e investir em uma moda atemporal não significa uma moda sem graça. Design é parte importante do processo. Mas este é um caminho que a moda precisa tomar e a Carcel mostra que é possível. Produção atemporal, durável, versátil e com impactos positivos no mundo e na vida das pessoas. Essa é a moda que eu quero. E você?

CARLOTAMAG listou com a consultora um a wishlist para nossas Carlotinhas ficarem com o radar ligados na nova era das marcas conscientes :

@brisa.slowfashion

@satyabeachwear

@catarinamina

@emi.beachwear

@estudionhnh

@insectashoes

@comas_sp

@aluf____

@ronaldosilvestre.iti

@giocondacollective

@migjeans

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